PAPERS DO GTHQ - 1995 | 2000




Todos os “papers” apresentados por ano, com os títulos, resumos, autores, titulação e instituição: 1995. Aracaju, Sergipe, XVIII Congresso.

FUNDAÇÃO DO GTHQ Coordenador: Prof. Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans (IMS/UNICEB)

1. Grande sertão veredas: Um desafio para os Quadrinhos. DOUTOR Moacy Cirne - (Universidade Federal Fluminense - RJ)

“A adaptação da obra literária para a linguagem dos quadrinhos analisada por Cirne.”

2. Criação de um personagem humorístico para TV. DOUTOR Pelópidas Cypriano de Oliveira - (UNIBAN)

“Nesse trabalho abordaremos as fases de construção de um personagem para um programa humorístico de televisão. Nossa abordagem se dá a partir das considerações teóricas sobre personagem e sobre humor, chegando à aplicação prática através de um protótipo. Metodologicamente é a aplicação na graduação do curso de Radialismo (Rádio e TV) da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação/UNESP do paradigma desenvolvido na nossa pesquisa de doutoramento na Escola de Comunicações e Artes/USP. O texto se desenvolve através do relato comentado da orientação de um trabalho de conclusão de curso propostas pelo orientador e as realizações conseguidas pelo orientando.”

3. Humor na publicidade: do quê ri o consumidor?. Mestrando Fernando Brenguel - (UNIP)

“O humor na publicidade tornou-se uma arma na busca do maior envolvimento entre consumidores e uma série de produtos/serviços, tentando relacioná-los a uma imagem simpática e positiva que, em muito, colabora na sua aceitação pelo mercado. Além disso, o humor cumpre um expediente cultural, já que reflete a maneira do nosso povo encarar sua própria realidade. Porém, todo cuidado é pouco ao construir a imagem de uma marca calcada no humor. É necessário contextualizar o humor em uma estratégia criativa que teve em conta o perfil do mercado e de seu target, bem como dos objetivos a serem alcançados pela comunicação. O presente trabalho pretende demonstrar que o trabalho com o humor gera um dos maiores desafios que uma agência pode encontrar pela frente: o de não tornar a imagem de um produto uma imagem de mau gosto.”

4. Onde reside o sucesso de Cavaleiros do Zodíaco. Mestrando Luís Fernando Ramos - (UNIBAN)

“A série ‘Cavaleiros do Zodíaco’, apresentada pela TV Manchete, contagiou a garotada e tornou-se um fenômeno de marketing. Nesse trabalho procuramos entender o sucesso do ‘Cavaleiros do Zodíaco’ a partir de um garoto de 9 anos, assíduo espectador da série de TV, colecionador das revistas em HQ sobre os heróis da série, dos bonecos, figurinhas e demais subprodutos gerados pela série de TV. Quais as relações entre o universo infantil e a trama dos Cavaleiros que possibilita uma identificação intensa com os heróis da série? Há na trama elementos intrinsecamente pertencentes ao universo infantil? Como situar o mundo dos adultos a partir da ótica dos heróis do Zodíaco?”

5. Universo literário do humorista Henfil. MESTRANDO Vitor Paolozzi Sérvulo da Cunha - (ECA/USP)

“Um dos maiores humoristas brasileiros, Henfil é reconhecido hoje, praticamente, apenas pelo seu trabalho como desenhista, o que, se faz justiça ao seu talento inovador como artista gráfico, infelizmente relega a um imerecido segundo plano suas manifestações artísticas em outros meios de comunicação, como a literatura, a televisão, teatro e o cinema. ‘Diário de um Cucaracha’, uma coletânea de cartas que o artista mineiro escreveu em 1974 -1975, quando morou em Nova Iorque, para seus amigos no Brasil, é uma obra literária de alto nível que traça um retrato apurado, não só da vida nos Estados Unidos, como também de um Brasil abafado pelo regime militar. A análise desse material transcende a acepção de humor como veia cômica, remetendo à acepção mais abrangente de disposição de espírito, enriquecendo, portanto, a compreensão do trabalho artístico de um humorista do porte de um Henfil.”

6. Desdobramentos de uma leitura semiótica de quadrinhos. DOUTORANDO Wilton Garcia - (ECA/USP)

“Este estudo tem por objetivo principal traçar um perfil do personagem Geraldão do desenho de histórias em quadrinhos do artista e desenhista Glauco, do caderno ilustrado do jornal Folha de São Paulo. Contudo, vale confirmar que esta comunicação à cerca do personagem Geraldão será direcionada pelo estudo dos códigos inter-semióticos, tendo em vista a maleabilidade existente nestes códigos para podermos identificar, estudar e refletir na leitura à cerca deste ser simbólico.”

7. As escrotinhas onomatopéias e hipérboles de Angeli em Os Skrotinhos. MESTRANDA Cláudia Aparecida Garrocini - (Instituto Radical de Ensino e Pesquisa)

“Pretendo analisar cinco tiras dos personagens Os Skrotinhos, do humorista Angeli, à luz de Naumin Aizen no livro Shazam de Álvaro Moya. Como ambos têm deixado em aberto espaço para estudo de novo tema frisando que não se esgotou o assunto das onomatopéias... ZUPT! Resolvi dar continuidade ao estudo e abranger a hipérbole, 1.000.000.000.000 de vezes usada nos quadrinhos de Angeli. Dentre muito barulho psicológico e exagero de situação humana, há de sair uma análise sobre todo esse emaranhado de morfologia traumática, que, quando desconhecida, são lidas tranqüilamente dentro de humor sádico, de variações Black e Woman. TCHAM! - TCHAM! - TCHAM!... Aguardem!!!”

8. A charge subliminar censurada de Luis Gê. DOUTOR Flávio Mário de Alcântara Calazans - (UNESP-IMS- UNICEB)

“Objetiva-se efetuar urna leitura da seqüência de charges de autoria de Luis Gê que foram censuradas sob a acusação de conter ‘Propaganda Subliminar’ durante o período da ditadura militar (jornal a Folha de são Paulo, outubro de 1977). A metodologia empregada é o estudo de caso segundo a teoria semiótica subliminar. Palavra-chave: charge - humor gráfico - censura - propaganda subliminar.”

9. O mundo Randômico do quadrinista Salvador Messina. MESTRANDO André Tomé Martins de Castro - (UNIBAN)

“O processo seletivo do artista plástico para a escolha da personagem é o ponto de encontro da criação com o espelho convexo, segundo Salvador Messina — um dos jovens cartunistas que mais se destaca dentro do grupo paulistano de artes gráficas. Seu principal personagem, RAN, um sapo verde é, segundo o artista, um ‘ator de quadrinhos’ que já foi fumante, anti-fumante, bêbado, anti-alcoólico, infantil, erótico. O artista foi buscar seu personagem meio carismático dentro de um perfil que pudesse refletir os mais variados temas. O artista, neste trabalho, vai nos explicar como é a escolha de um personagem com carisma e com o dom de várias roupagens.”

1996. Londrina, Paraná, XIX Congresso. Coordenador: Prof. Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans (Unesp-SP) Debatedor: Prof. Dr. Pelópidas Cypriano de Oliveira (Unesp-SP)
Núcleo Temátco Memória-Brasil

1. Yellow Kid - O Moleque que Não Era Amarelo DOUTOR Antônio Luiz Cagnin - (ECA-USP)

“O artigo analisa o aparecimento da personagem Yellow Kid do “cartoon” criado por Richard Felton Outcault no New York World, em 1895. Contesta, veementemente, com argumentos históricos e teóricos: que o Moleque tenha sido a primeira personagem dos comics; que os americanos tenham criado a história em quadrinhos. Não cabe, portanto, a nenhum as homenagens de um centenário.”

2. A signagem subliminar cromática nos quadrinhos brasileiros DOUTOR Flávio Mário de Alcântara Calazans - (Instituto de Artes - Unesp)

“Técnicas subliminares empregando cores são identificadas e classificadas na História em Quadrinhos do brasileiro Watson Portela. Outros autores como Will Eisner e Alan Moore admitem usar mensagens subliminares. As cores são aplicadas para guiar o ritmo de leitura, tornando as imagens sexuais do cenário pintadas em cores frias, um fundo subliminar enquanto ao mesmo tempo, as personagens pintadas em cores quentes são focalizadas - figura.”

3. O boom dos quadrinhos clássicos em Pernambuco. Leila Carneiro da Cunha - (UFPE)

“Em Pernambuco os ‘quadrinhos clássicos’ ganharam a cena no início dos anos 80. Tanto e tão bem que alguns artistas começaram a produzir HQ, sem sequer sair do Estado, diretamente para o Exterior, ao mesmo tempo em que ganhavam espaço na mídia, dando-se a conhecer ao já produtivo eixo-sul-cultural brasileiro. Foi o primeiro e até então único boom nacional dos quadrinhos clássicos made in Pernambuco.”
Núcleo Temático Brasil - Zines

4. Panorama dos quadrinhos subterrâneos. MESTRANDO- ESPECIAL , Edgar Silveira Franco - (Instituto de Artes-Unesp)

“Trata-se de uma pesquisa exploratória, visando identificar e classificar segundo tendências de linguagem, os quadrinhistas mais atuantes no universo fanzinístico brasileiro nos últimos 5 anos. Os artistas foram divididos em linhas mestras, sendo elas: linha Poético-Filosófica, linha Expressionista, linha Visceral-Macabra e linha Tradicional.”

5. Projeto Fêma Feroz. Hilário Ribeirão Filho (et alii) - (Instituto de Artes - Unesp)

“Um grupo de universitários, sensíveis às limitações do mercado brasileiro de história em quadrinhos, e atentos à possibilidade de abrir espaço para novos autores em uma revista de qualidade utilizando-se da estrutura existente na Universidade Pública dá início a uma empreitada que depara-se com diferenciados obstáculos inerentes a processos burocráticos usuais.”
Núcleo Temático MERCOSUL: Argentina

6. O discurso persuasivo em Mafalda. MESTRANDO Rozinaldo Antônio Miani - (ECA/USP)

“Por meio da análise de algumas tiras da Mafalda, este trabalho pretende mostrar o valor persuasivo presente em suas histórias e como agem enquanto elemento divisor de ideologia. O universo latino-americano de Mafalda nos aproxima de suas críticas e nos faz perceber o valor de representação que esta personagem dos quadrinhos pode nos oferecer.”
Núcleo Temático Mangá (Japão)

7. A presença da iconografia japonesa do período Heian no mangá para garotas. MESTRANDA Yoko Fujino - (ECA/USP)

“Vários autores relacionam o e-makimono e o ukiyo-e como as origens do manga. Sobretudo o Genji monogatari e-makimono é visto como o que mais influencia o shojo-manga. HQs japonesas para garotas. Porém esses autores não explicam a razão para tal. É esta lacuna que procuramos preencher com este trabalho, buscando razões que justifiquem tal afirmação.”
Núcleo Temático Caza (Europa)

8. O caso de Caza. MESTRANDO Gazy Andraus - (Instituto de Artes - Unesp)

“Um estudo exploratório da obra do autor de Histórias em Quadrinhos Phillipe Cazamayou (CAZA), cujo resultado foi uma classificação da sua obra em quatro fases distintas, das quais duas são analisadas neste trabalho pelo método de Estudo de Caso.”

9. As cores como subtexto narrativo não verbal: um estudo dos quadrinhos de Phillipe Caza. Cristiane Regina Casale - (IMS/SB do Campo)

“Comprova-se a existência de um terceiro código gráfico-visual (além da imagem a traço e da linguagem escrita, conforme Luiz Antônio Cagnin), através da obra do autor francês de Phillipe Cazamayou, onde classificou-se as propriedades das cores como funções semânticas constantes na transmissão de mensagens comunicacionais.”
Núcleo Temático Ciência e Tecnologia

10. Watchmen: o caos nos quadrinhos. MESTRANDO Ivan Carlo A. Oliveira - (Metodista-Grupo São Bernardo - UMesp)

“As histórias em quadrinhos estão assimilando uma linguagem caótica. Watchmen, uma das principais obras de HQ da década passada, tornou-se exemplo dessa nova linguagem, Alan Moore o autor defende a transposição da teoria do caos para as ciências humanas. Para ele, a própria vida é caótica.”

11. O conceito de entropia aplicado às histórias em quadrinhos “Smurfs” de Peyo. Alcione Sanna (et alii) - (IMS/SB do Campo)

“No ciberespaço SMURF, a freqüência da palavra elíptica SMURF (8% dos verbos e substantivos no francês, 5% dos substantivos em inglês e 4% dos verbos em português) falseia a hipótese inicial, sendo Entropia-ruído em um primeiro nível de leitura (literal) mas assumindo função interativa no segundo nível como Obra Aberta no sentido de Eco.”
Núcleo Temático Educação

12. Inserção Social da Universidade através da 9° Arte. MESTRANDO Antônio Clériston de Andrade - (UFPE)

“A História em Quadrinhos não pode ser tratada como objeto curioso e divertido da indústria do entretenimento e ninguém melhor que a universidade tem potencial para estudar seus códigos; explicá-los e, mais do que isso, formular, agir e interferir no cenário nacional através de sua inserção, uma nova frente de luta pelo desenvolvimento da nona arte.”

1997. Santos, São Paulo, XX Congresso Coordenador: Prof. Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans - (Instituto de Artes - Unesp / Metodista São Bernardo)
Núcleo Temático Memória Brasileira

1. 20 Anos de bibliografia sobre HQ com resenhas críticas. DOUTOR Flávio Mário de Alcântara Calazans - (Instituto de Artes - Unesp / Metodista São Bernardo)

“Levantamento bibliográfico das obras que influenciaram a pesquisa em HQ que abrange vinte anos e resume com comentários críticos 69 títulos em 4 idiomas, comenta as tendências de autores-pesquisadores que unem prática e teoria como Will Eisner, Scott McCloud, Fernando Ikoma, Gazy Andraus, Edgar Franco, Edgard Guimarães e Flávio Calazans. Conclui pela valorização da autoria na HQ de Arte.”

2. A questão da divulgação e distribuição de edições independentes de Histórias em Quadrinhos. MESTRE Edgard Guimarães - (Professor e Mestrado pelo ITA/ Instituto Tecnológico Aeronáutico)

“Análise da produção, divulgação e distribuição de edições independentes dedicadas às HQs, fazendo um balanço das realizações do Informativo de Quadrinhos Independentes (1992-1997).”

3. Zé Caipora: O resgate de um herói perdido. MESTRANDO Athos Eichler Cardoso – (UnB)

“Análise da primeira HQ mundial de aventuras com desenhos realistas, criada por Ângelo Agostini em 1883 e cujo herói, Zé Caipora, foi o primeiro e único do gênero a integrar, por quase um quarto de século, o imaginário coletivo brasileiro.”

4. Um Juca na cidade: Representatividade do personagem criado por Belmonte na Imprensa Paulistana (Folha da Manhã, 1925-1930). MESTRANDA Andréa de Araujo Nogueira - (Unesp)

“O maltrapilho e desengonçado Zé povinho (do traço português de Bordalo Pinheiro) vestiu fraque do casamento tapando suas roupas furadas pela miséria e envergando óculos redondos, brandindo o lema “podia ser pior” transformou-se no Juca Pato de Belmonte.”

5. Quinze anos da Gibiteca de Curitiba. MESTRE Key Imaguire Júnior - (UFPr)

“Depoimento sobre a luta de 1973 até 1997 na criação e consolidação da Primeira biblioteca especializada em HQ do Brasil e uma das primeiras do mundo, seu acervo, eventos, cursos e exposições.”

6. Chico Bento: Um herói caipira. DOUTORANDA Cristina Schmidt Silva - (UNITAU – doutoranda pela PUC-SP)

“Com a regionalização dos Meios de Comunicação dos anos 70 e 80 estereótipos da cultura popular são ora marginalizados, ora incorporados ao processo de urbanização. Criado em 1961, o personagem Chico Bento de Maurício de Souza aparece em tiras e HQs com as características estereotipadas do homem do campo.”

7. Por trás dos balões: Um estudo da adaptação das Histórias em Quadrinhos norte-americanas publicadas no Brasil. Fernando Ribeiro Passarelli - (UNITAU)

“Estudo comparativo entre uma amostragem de HQs da Marvel e DC e as alterações sofridas quando da adaptação para o ‘formatinho’, cortes no texto, alterações nas cores, diagramação remontada, onomatopéias e outros problemas exemplificando os efeitos nas obras.”

8. Proposta para análise de uma HQ: Ecos de Lourenço Mutarelli. MESTRANDO Edgar Silveira Franco - (Instituto de Artes-Unesp)

“Proposta de análise semiótica peirceana em três fases: Percepção visual do espaço virtual (primeiridade), contextualização indicial (segundidade) e relação argumentativa (terceiridade), sendo esta metodologia testada empiricamente em uma página da HQ “ECOS” de Mutarelli.”
Núcleo Temático Semiótica e Educação.

9. Batman, o Cavaleiro das Trevas: Uma análise semiótica. MESTRANDA Nádia Senna - (Unicamp- Federal de Porto Alegre)

“Análise semiótica peirceana da visão autoral de Frank Miller sobre Batman que classifica o personagem sintaticamente, como legi-signo, semanticamente e pragmaticamente.”

10. Os Quadrinhos cinematográficos de Peter Greenaway. MESTRANDO Wilton Garcia - (ECA-USP)

“Análise dos Story-boards do filme ‘Prospero's Books’ do cineasta inglês Peter Greenaway e seu desempenho no processo criativo das imagens e a verificação do produto final do filme. O trabalho será apoiado na Poética de jogos paródicos (com o conceito de uma Estética Impura) da professora doutora Bernardette Lyra.”
Núcleo Temático Oriente Médio.

11. Caricaturistas Contemporâneos do Líbano. MESTRANDO Gazy Andraus - (mestrando em Artes Visuais-Instituto de Artes-Unesp)

“Após vinte anos de guerra civil uma população de diversas religiões e três idiomas consome grandes tiragens de variadas publicações, sendo que a caricatura política exerce sensível importância de entretenimento e alerta ou reforço aos acontecimentos. Percebe-se as implicações sócio-políticas-culturais com apoio de entrevistas com os caricaturistas da TV (telejornais) e imprensa, podendo-se traçar comparações com o Brasil.”
Núcleo Temático Ciência e Tecnologia

12. HQ e transferência de tecnologia. Maria Cláudia França Nogueira – CRAU - (Tecnologia)

“Relato de uma quadrinhista urbana envolvida com a cultura popular caiçara que a emprega como referência para produzir HQ para educação popular e transferência de tecnologia. Além da aceitação da Biotecnologia enfoca-se as dificuldades geradas pelas diferenças entre os atores envolvidos ao longo do processo.”

13. A Ciência e a Razão nas Histórias em Quadrinhos. MESTRANDO Ivan Carlo Andrade de Oliveira - (mestrando da Universidade Metodista de São Bernardo do Campo)

“Discussão Epistemológica dos construtos da Ciência positivista presentes na HQ ‘Flash Gordon’ de Alex Raymond reflexo da Modernidade em comparação com os axiomas Fractais e da Teoria do Caos enquanto Pós-Modernidade presentes na mini-série ‘WATCHMEN’ do roteirista inglês Alan Moore. A HQ refletindo a ciência de sua época segue conceitos da Entropia e permite metáforas com os demônios laplaciano e o de Maxwell.”
Núcleo Temático MERCOSUL

14. Expressionismo Caricaturado. Márcia Salles Okida - (Faculdades AELIS-Santos) “Aproximação entre o movimento Expressionista e os estilos de caricatura eletrônica e charge processadas em computador para o jornal impresso, estes interpretam sentimentos humanos e circunstâncias sociais. Para uma melhor análise das semelhanças e diferenças solicitou-se a chargista profissional que transformasse em caricatura eletrônica pinturas expressionistas clássicas.”

15. Os Quadrinhos e a Televisão. DOUTORA Liana Gottlieb - (Fundação Cásper Libero - UNIP)

“Análise de Conteúdo das tiras de Mafalda do argentino Quino que abordam a televisão e cujas reflexões propõe uma leitura crítica da TV.”

16. História em Quadrinhos argentina: A construção do espaço nacional na Aventura de Oesterheld. MESTRANDA Márcia de Castro Borges - (mestranda em Multimeios-Unicamp)

“Análise da HQ de Oesterheld em seus aspectos estéticos e narrativos, investigando em que medida estão relacionados com o ‘fazer história nacional’ deste roteirista argentino. A pesquisa do espaço argentino é centrada no período de 1957 a 1962.”

1998. Recife, Pernambuco, XXI Congresso. Coordenador: Prof. Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans - (Umesp – Instituto de Artes – Unesp) Debatedores: Prof. Dr. Henrique Magalhães – (UFPB) Prof. Dr. Pelópidas Cypriano de Oliveira - (Instituto de Artes - Unesp) Prof. Dr. João Elias Nery - (UNIB – UNISO)

1. A questão enunciativa: Uma análise do humor nas tiras de Luís Fernando Veríssimo. Profª. Drª Maria Lília Dias de Castro - (UNISINOS – R.S.)

“Análise das tiras ‘As aventuras da família Brasil’, de Luis Fernando Verissimo, na perspectiva da práxis enunciativa. O objetivo é reconhecer o humor como um processo de construção de efeitos de sentido que se dá na instância da enunciação, entendida como um fazer transformador que envolve os participantes da relação comunicativa.”

2. História em Quadrinhos de autor para adultos. MESTRANDO Gazy Andraus - (Mestrando do Instituto de Artes - Unesp)

“As Histórias em Quadrinhos também têm seu segmento destinado ao público exclusivamente adulto, e não apenas às crianças e jovens adolescentes, como se crê erroneamente no Brasil. Além disto, as Histórias em Quadrinhos (HQs) possuem linhas temáticas variadas, como as possuem também o cinema, a literatura e a música. Este trabalho destina-se a apresentar a linha Fantasia Filosófica, introduzindo sua temática existencial e inquiritória e sua estética artística calcada em imagens de seres e lugares fantásticos, na forma de HQs para o público exclusivamente adulto que se identifica com este tipo de questionamento, quer seja de ordem metafísica (que transcende a mera física), ou existencial (que se preocupa com aspectos da existência humana, tais como a razão da vida ou a morte e o que há para além dela). Esta apresentação será feita na forma de análise de uma HQ autoral fantástico-filosófica do quadrinhista brasileiro Edgar Franco.”

3. A crítica de arte e a crítica de História em Quadrinhos. MESTRE Edgard Guimarães – (Professor e Mestrado pelo ITA – São José dos Campos, SP)

“Este texto inicialmente apresenta os conceitos de Ciência e Opinião, e as limitações destes conceitos. A seguir apresenta o conceito de Crítica de Arte, e é feito um paralelo entre a Crítica escrita e o Texto de Opinião. Finalmente é tratada a questão da Crítica de História em Quadrinhos na Imprensa.”

4. O discurso crítico nas HQs: álbum “A Febre de Urbicanda”. MESTRANDO Edgar Silveira Franco – (Arquiteto pela UnB-Mestrando UNICAMP)

“Análise do álbum em quadrinhos ‘A Febre de Urbicanda’, dos autores europeus François Schuiten e Benoît Peeters, apontando suas críticas e reflexões diante do modelo de planejamento urbano modernista.”

5. Depoimento de Wellington Srbek MESTRANDO Wellington Srbek – (mestrando – UFMG)

“O texto intitulado Depoimento de Wellington Srbek, traz a descrição da trajetória de seu autor, desde os primeiros fanzines: Replicantes e Ideário, passando pelas revistas profissionais: Solar e Caliban, até seu projeto mais recente, uma série de HQs desenhadas por Flávio Colin. Conciliando testemunho e reflexão em nível de pós, o depoimento procura relacionar a experiência do autor com o contexto geral dos quadrinhos no Brasil.”

6. Dilbert é o modelo?! Prof. Dr. Roberto Bazanini – (UMESP – IMES)

“Nos anos 40 e 50, em pleno auge da modernidade, apregoava-se as qualidades humanas superiores: caráter, consciência, retidão de comportamento. Na década de 90 temos a apologia da esperteza, indiferença e servidão ao sistema como procedimentos racionais. O anti-modelo se legitimou como modelo. O Zé-Ninguém de Wilhem Reich se transformou em Dilbert de Scott Adams”.

7. O roteiro nas HQs. MESTRE Ivan Carlo Andrade de Oliveira – (Mestre do Centro de Ensino Superior do Amapá (CEAP)

“Resultando da observação participante do roteirista profissional no Brasil e E.U.A, traça-se as bases do roteiro de quadrinhos de autor para exportação.”

8. Projeto GibIndex na Internet. Rubens Araújo Menezes de Souza Filho – (USP)

“Texto informativo sobre o projeto GibIndex para ser apresentado ao grupo de trabalho de humor e quadrinhos no Congresso de Comunicação INTERCOM em Recife do ano de 1998. Não se trata de uma pesquisa ou texto acadêmico tradicional. Não traz bibliografia, trata-se de site na Internet.”

9. Midiologia e Manguebeat. Alexandrus Calixto, Alexandre Amaral, Alexandre Nogueira, Ana Paula Anversa, Andrea Duarte, Bianca Morena, Diogo Noventa, Fernanda Fontoura, Jaqueline Imbriani, Julia Zafon, Renato Souza - (UMESP - Grupo São Bernardo)

“Análise Midiológica da HQ do encarte do CD ‘Da Lama ao Caos’, da banda Chico Science & Nação Zumbi do Movimento Manguebeat enquadrado na criação do Diamante Neo-Porfírico.”

10. Teorias da Comunicação e História em Quadrinhos. Prof. Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans – (UMESP - Instituto de Artes - Unesp) “A peculiaridade epistemológica dos Paradigmas Plurais da Comunicação podem ser aplicados pragmaticamente ao objeto HQ, como: Escola de Frankfurt, Funcionalismo, Teoria Hipodérmica, Cibernética, Lingüística (Chomsky), Mc Luhan, Semiótica, Teoria Hegemônica, Contracomunicação, Hermenêutica, Midiologia, e outras. Uma abordagem interdisciplinar exige mais do pesquisador, porém alcança resultados mais complexos e diversificados do objeto HQ, adequando Paradigmas dos anos 20 aos anos 90.”

1999. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, XXII Congresso Coordenador: Prof. Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans – (Instituto de Artes – UNESP - Unilus) Debatedor: Prof. Dr. Roberto Bazanini – (IMES - Uniban - Unilus)
Núcleo Temático Colaboradores INTERNACIONAIS

1. Love It and Hate It: Brazilians' Ambiguous Relationship with Disney. DOUTOR Raul Reis – (PhD -California State University, Monterey Bay.Institute for human communication)

“This paper examines the relationship between Brazilian audiences and the multifaceted Disney entertainment conglomerate by employing multiple methodologies and sources of information. Besides looking at some patterns of consumption of Disney services and products by Brazilian audiences, the main question asked here is: What are some of the possible explanations for the Brazilians' lasting fascination with Disney? Methodologies employed in this paper included research questionnaires, as well as observation, and informed analysis of this cultural phenomenon.”

2. A Experiencia das Xornadas de Banda Deseñada de Ourense. Henrique Torreiro - (Diretor da Casa da Xuventude-ESPANHA- EUROPA)

“Una pequeña História de las Historietas en Galicia, España-Europa, y estudio de una década de organizacíon de Evento Internacionale “Xornadas de BD” exposicíons, apuntamentos sobre el modo de trabajo, limites entre fanzines y revistas , proxectos y consideraciones sobre futuro.”

3. LOR, a charge e o discurso da globalização. MESTRANDO Rozinaldo Antonio Miani - (Universidade Estadual de Londrina (UEL/PR) - Mestrando em Ciências da Comunicação na ECA/USP)

“A partir de uma abordagem bakhtiniana da linguagem, apresentamos a análise de algumas charges produzidas por LOR, e publicadas no Jornal ‘Diário Popular’, da cidade de São Paulo, que revela o discurso da globalização que invade o nosso cotidiano e as implicações que esta ‘nova realidade’ nos impõe.”

4. Arte Sequencial na Internet: Análise do site Cybercomix. MESTRANDO Edgar Silveira Franco – (Unicamp - Mestrando em Multimeios)

“Análise do site brasileiro de histórias em quadrinhos Cybercomix (www.zaz.com.br/cybercomix) atentando para as inovações estéticas e de linguagem na veiculação de HQs , relatando como os novos recursos proporcionados pela multimídia e interatividade estão sendo utilizados pelos quadrinhistas do site , além de ressaltar os aspectos positivos e negativos da utilização desses recursos.”

5. A Origem Histórica dos Quadrinhos (de Hoje). MESTRANDO Wellington Srbek - (Mestrando pela Universidade Federal de Minas Gerais)

“Ao longo do século XX, através de tirinhas de jornal, revistas, fanzines e álbuns, a história em quadrinhos estabeleceu um espaço próprio entre as demais linguagens artísticas e formas de comunicação da humanidade. Traçar sua origem histórica (ligada ao advento da imprensa e da sociedade burguesa), tendo como referência as características de sua linguagem, é o propósito central deste texto.”

6. O Koan nas Histórias em Quadrinhos Autorais Adultas (ou: existe o quadrinho no vazio entre dois quadrinhos?) MESTRANDO Gazy Andraus - (mestrando em Artes Visuais pelo Instituto de Artes/ UNESP/SP)

“As Histórias em Quadrinhos(HQs) podem ser autorais ou comerciais, e embora até hoje sejam mal interpretadas, podem descrever claramente os percalços evolutivos da sociedade humana em todos os setores, principalmente na ciência, ora refletindo paradigmas, ora vaticinando novos conceitos, principalmente quando as HQs refletem os ideários de determinado autor. O Koan é uma frase-enigma oriental, que não possuindo resposta lógica, obriga a mente humana a transcender-se dando um salto quântico (ou Koânico), visto que a física moderna empresta conceitos orientais (como este, o Koan ) como metáfora para explicar suas novas descobertas, tal como se encontra no livro de Fritjof Capra O Tao da Física. Este trabalho se propõe a apontar as HQs destinadas ao público adulto que contenham o Koan em suas estruturas narrativas.”

7. Uma caracterização ampla para a história em quadrinhos e seus limites com outras formas de expressão. MESTRE Edgard Guimarães – (Professor e Mestrado pelo –Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA))

“Este texto busca caracterizar de forma ampla a história em quadrinhos, partindo de uma análise das formas de expressão artística desde suas origens, identificando seus elementos essenciais , procurando classificar a HQ dentro da Arte em geral, até chegar a uma caracterização simples e precisa da HQ , concluindo com uma exploração de seus limites com outras formas de expressão.”

8. MANTICORE: Análise do processo de criação de uma Graphic Novel. MESTRE Ivan Carlo Andrade de Oliveira – (Mestre em Comunicação Social - Centro de Ensino Superior do Amapá-CEAP)

“O artigo analisa o processo de construção de uma HQ , tendo como objeto a revista MANTICORE ESPECIAL, publicada em Curitiba, em novembro de 1998. São abordados assuntos como: criação de personagens, ambientação, gancho e suspense. Também são analisados os aspectos formais do texto e sua relação com o conteúdo.”
Núcleo Temático VIDEOGAME e Quadrinhos

9. Midiologia Subliminar aplicada ao Pânico Pokemon Multimidiático: da Videosfera dos Video-games e desenhos animados às Histórias em Quadrinhos e Merchandising da Grafosfera. (O desenho animado causador de epilepsia no Japão- http://www.calazans.ppg.br). DOUTOR Flávio Mário de Alcântara Calazans – (Unesp-Unilus)

“Objetiva-se aplicar a Midiologia Subliminar ao produto multimidiático Pokemon, oriundo dos video-games e chegando ao Mangá (HQ), cuja versão em desenho animado desencadeou a ‘Epilepsia Televisiva’ internando em hospitais japoneses 700 telespectadores e levando 12.000 estudantes a faltar às aulas. Pokemon emprega pisca-pisca em velocidade taquicoscópica-subliminar, gerando sugestão e venda de merchandising .Estudo Comparativo Japão-USA-Brasil em andamento via Internet ( http://www.calazans.ppg.br).”

10. O desenho animado e os jogos de computador. Renê Dalton Heluany Raposo - (Game Designer)

“História do desenho animado, etapas da criação (roteiro, planejamento cenário, animação, intercalação, acetato e arte final, filmagem e sonorização), relações com as Histórias em Quadrinhos, impacto do emprego dos computadores, tipologia dos Video-Games, termos técnicos da computação gráfica, interatividade virtual, texturas 3D, comparação entre tecnologia manual e informática, projeções do futuro.”

GT 24, GTHQ INTERCOM 2000- Manaus 5 de setembro ,Terça-feira, 13 às 16:30 h. Grupo de Trabalho Humor e Quadrinhos. Coordenador: Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans-http://www.calazans.ppg.br


1) A ESTÉTICA DO SOM: um estudo comparativo das onomatopéias nos quadrinhos ocidentais e japoneses-os mangá. Dra. Sonia M Bibe-Luyten: Professora Visitante da Universidade Poitiers - França

Resumo : Nas histórias em Quadrinhos Japonesas , as onomatopéias vêem de tal modo incorporadas ao desenho , que formam um conjunto harmonico e estético na composição das páginas dos mangás. Do ponto de vista linguístico, as onomatopéias niponicas constituem um capítulo à parte pois estão incorporadas no modo de falar e escrever adulto. Êste estudo tem como objetivo fazer um levantamento e uma comparação das onomatopéia nos mangás e nos comics evidenciando uma forma de pensamento diferenciado entre o Ocidente e o Oriente.

DEBATEDORA: Doutora Maria Lilia Dias de Castro- UNISINOS-RS


2) Núcleo Temático Memória da HQB: O FARIA? CONHECE? Antonio Luiz Cagnin Doutor, Universidade de São Paulo Professor no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Mestrado e doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada (o primeiro trabalho universitário sobre da História em Quadrinhos, um estudo semiótico sobre a sua lingagem e estrutura narrativa. Autor do livro “Quadrinhos” e de muitos artigos, resultados de suas pesquisas sobre o mesmo tema.

Cândido Aragonez de Faria, o Faria , importante caricaturista brasileiro do Império, é hoje, completamente desconhecido. O autor procura levantar ao menos os dados traços principais de sua identidade, o nascimento, filiação e morte, primeiro, nos escritos deixados pelos poucos historiadores que anteriormente buscaram fazê-lo; depois, nas poucas coleções, ainda existentes, das revistas em que trabalhou; e, finalmente, frustrado, numa persistente busca pessoal, nas cidades por onde Faria passou, no Brasil, Argentina e a França.

VIAGEM AOS QUADRINHOS DA MEMÓRIA Bernardo Issler Prof. Dr. da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero.
Ler publicações de histórias em quadrinhos constituia-se numa apreciada alternativa de lazer para a geração dos jovens que conviveram nos tempos da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Como observador participante o autor expõe seu depoimento procurando articular diversas lembranças com o contexto sócio-político e econômico dessa época. PALAVRAS CHAVES; Quadrinhos, Memória, História-Porto Alegre.

Ítalo-Gaúchos e Teuto-Gaúchos: o desenho de humor no resgate da identidade.
AUGUSTO FRANKE BIER, Cartunista premiado várias vezes no Brasil e no exterior, é criador do personagem “Alemão Blau”, tipo étnico gaúcho publicado em tiras de humor em jornais da capital e interior do estado. Especialista em Educação pela Universidade de Ijuí (Unijuí) e mestrando em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atua na assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.
Embora a produção humorística do Rio grande do Sul seja caudalosa e fluente no que diz respeito à sua própria gente e cultura, na área do desenho caricatural (cartum, charge, caricatura, tira e história em quadrinhos) as investigações acadêmicas praticamente não existem. Porto Alegre, a capital do estado, é referência mundial apontada como grande usina de cartunistas, como assegura Fonseca (1999), e residência de um bom número de profissionais premiados dentro e fora do Brasil. Nesse quadro, o que chama atenção é o fato de que três dos grupos étnicos que integram o mosaico populacional gaúcho estão representados por personagens de desenhos de humor. Além de oferecer um campo de pesquisa realmente instigante, a situação oportuniza o preenchimento de uma lacuna que há anos pede por um tratamento aprofundado sobre humor e identidade.

O MÁGICO DE OZ: NELSON RODRIGUES, ROTEIRISTA DE QUADRINHOS ATHOS EICHLE CARDOSO Mestre em Comunicação Social – UnB

Análise do roteiro da HQ, intitulada O Mágico de Oz e escrita por Nelson Rodrigues para o tablóide O Globo Juvenil em 1941-42. Baseada, superficialmente, em personagens e tramas do livro homônimo de L.F. Baum, publicado em 1900, que deu origem ao filme estrelado por Judy Garland em 1939, é mais um exercício intelectual de non sense do que um texto convencional de HQ. Despojado das características básicas da literatura de massa em que o gênero se enquadra, reflete, de maneira exacerbada, o contexto social da época, dramas íntimos e particularidades estilísticas do autor. Palavra-chave: Nelson Rodrigues, HQ, Mágico de Oz.
DEBATEDOR DO Núcleo Temático Memória: DR. Pelópidas Cipriano de Oliveira- UNESP.


3) Núcleo Temático HQ e PUBLICIDADE ANÁLISE DESCRITIVA E COMPARATIVA DE ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS BRASILEIROS DE REVISTAS EM QUADRINHOS DE SUPER-HERÓIS DE TRÊS ÉPOCAS DIFERENTES

Agnelo de Souza Fedel Mestrando em Comunicação e Mercado pela Fundação Cásper Líbero Instituição: Faculdade Belas Artes

Estudo abrangente das possibilidades do uso de técnicas publicitárias subliminares em anúncios brasileiros de revistas de super-heróis nos anos 40, 70 e 90. O uso sutil e subliminar de formas e cores para aproximar personagens (super-heróis) de seus leitores não é uma prerrogativa atual. Super-heróis norte-americanos publicados no Brasil como Homem Aranha, Super-Homem e outros sofreram tratamentos diferentes nos períodos enfocados, os quais referem-se, principalmente, ao nível de conhecimento do público sobre os personagens, determinando as técnicas publicitárias usadas nos anúncios. Um pequeno panorama histórico sobre as publicações e o tratamento dado a elas pelas editoras brasileiras, assim como alguns aspectos míticos e de projeção utilizados nas imagens dos super-heróis para amplificar a relação entre produto e consumidor, ou seja, entre as revistas em quadrinhos e seus leitores. PALAVRAS-CHAVE: Super-Heróis - Histórias em Quadrinhos - Subliminar

Quadrinhos:ascensão publicitária como queda de uma forma de comunicação.
Wellington Srbek, Doutorando e Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da UFMG, Licenciado em História pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG.

Nos dias atuais, trafegando por nossas cidades ou assistindo a um programa de tevê, somos surpreendidos por signos geralmente associados aos quadrinhos: em outdoors espalhados pelas avenidas afora, balões já não servem apenas para indicar fala ou pensamento mas também para vender uma cerveja que “refresca até pensamento”; e quem poderia imaginar que história em quadrinhos e novela televisiva juntariam-se um dia, de forma tão explícita, na abertura quadrinística de uma novela das sete. Abordar a atual difusão publicitária dos quadrinhos é a proposta deste texto, em que se discute até que ponto sua atual disseminação social é reflexo do desenvolvimento de uma forma de arte ou apenas reflete um modismo prestes a ser substituído. Palavras-chave: Quadrinhos / Comunicação / Publicidade

Dilbert : O utilitarista às avessas O escravo com ares de senhor.
Roberto Bazanini Doutor em Comunicação e Semiótica pela Puc-São Paulo.
Coordenardor da área de marketing do mestrado em Valores Humanos da UNICAPITAL
Professor de Filosofia do IMES
Professor de Redação Publicitária da Universidade São Marcos

O sistema capitalista sempre primou por apregoar a liberdade humana em todos os sentidos. Entretanto, trabalhar utilitaritariamente não dignifica o ser humano como muito de nós, até décadas atrás, piamente acreditávamos. O trabalho embrutece, insensibiliza e uma das maiores algemas que podemos colocar em nós mesmos é a rotina estressante do dia-a-dia das empresas e nesse particular somos o próprio Dilbert. Palavras-chave utilitarismo - mediocridade - empresa. DEBATEDOR: Gazy Andraus-Mestre em artes visuais pela UNESP

INTERCOM 2000- Manaus 6 de setembro , Quarta feira, 13 às 16:30 h. Grupo de Trabalho Humor e Quadrinhos. Coordenador: Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans-http://www.calazans.ppg.br


4) Núcleo Temático Teorias da Comunicação Aplicadas à HQ.

GARFIELD E MAGALI : A OBESIDADE NAS HQ A Recepção dos Quadrinhos através de Vivências com a Metodologia Psicodramática Liana Gottlieb - Pedagoga, Psicodramatista, Especialista em Didática do Ensino Superior, Mestre em Comunicação Social pela UMESP, Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, Docente no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, Membro fundador e do conselho do Núcleo de Comunicação e Educação da ECA/USP. Celina Borges Sobreira - Psicóloga, Psicodramatista, Professora Supervisora em Psicodrama pela Federação Brasileira de Psicodrama, Mestranda em Comunicação Social na UMESP.

Este estudo procura descortinar novas perspectivas para a teoria da recepção através da metodologia psicodramática. Enfocam-se alguns conceitos e técnicas psicodramáticos que podem ser utilizados na recepção de qualquer mídia. As Histórias em Quadrinhos - Garfield e Magali - serviram de meio e base para a vivência sociodramática sobre Obesidade.

EDGARD GUIMARÃES Mestre em Ciências - ITA: NARRATIVA E CORTE PSICODÉLICOS NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Este texto trata da Narrativa e do Corte Psicodélicos como recursos da História em Quadrinhos, iniciando com a definição do termo Psicodélico, conceitos básicos como Corte Narrativo e Narrativa de ficção, a conceituação de Narrativa Psicodélica e Corte Psicodélico, com apresentação de exemplos, e finalizando com a diferenciação entre os conceitos apresentados e outros recursos narrativos. CURRÍCULO Engenheiro, Professor Universitário, Quadrinhista e Editor Independente. Publica textos sobre Histórias em Quadrinhos e Fanzines em diversas revistas e publicações independentes. Apresentou trabalhos no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação nos anos 1997, 1998 e 1999 e no LusoCon 2000. Participou do livro História em Quadrinhos - Teoria e Prática, organizado por Flávio Calazans, vol. 7 da Coleção Intercom. Publicou a edição Fanzine, um estudo sobre publicações independentes.

EC comics: obra aberta? Ivan Carlo Andrade de Oliveira Mestre em comunicação, Professor do Centro de Ensino Superior do Amapá – CEAP

O artigo procura demonstrar que as histórias em quadrinhos da editora E.C.Comics podem ser caracterizadas como obra-abertas segundo o conceito de Umberto Eco. Tal abertura fundamenta-se não nos temas, mas na forma de suas histórias, com os finais-surpresa que desconcertavam o leitor. Palavras-chave: Obra-aberta, quadrinhos de terror, E.C. Comics

MIDIOLOGIA das Histórias em Quadrinhos como Recurso Didático Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans. Doutor, Professor do Mestrado em Comunicação e Mercado da Cásper Líbero e da Unesp.

Objetiva-se investigar a adequação do Paradigma Midiologia à História em Quadrinhos (HQ)- Banda Desenhada(BD) enquanto empregada como recurso de apoio didático, coleta de espécimes na midiosfera seguida de classificação da amostragem do universo, estudos de casos brasileiros como o “Projeto 500 anos da descoberta do Brasil em Banda Desenhada” e outros e Observação Participante do pesquisador enquanto desenhador profissional de HQ- Banda Desenhada, fundador e coordenador por 5 anos do Grupo de Trabalho cuja linha de pesquisa é a HQ-BD no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação-Intercom, e professor universitário de programas de pós-graduação. No Brasil, os Parâmetros Curriculares Nacionais da Lei de Diretrizes e Bases em vigor RECOMENDAM o emprego de Banda Desenhada em sala de aula- todas as classes com apoio de recursos áudio-visuais-( Projetor de diapositivos –slides, retroprojetor e outros). Pesquisa em andamento com resultados divulgados no website da Internet: http://www.calazans.ppg.br PALAVRAS-CHAVE: História em Quadrinhos, Ensino, Didática, Midiologia. DEBATEDORA: Betânia Libanio D’Araújo-Mestranda Instituto de Artes-Unesp.


5) Núcleo Temático HQ-Novas Tecnologias Histórias em Quadrinhos e Novas Tecnologias: A Delineação de um Universo. Edgar Silveira Franco – Aluno regular do Mestrado em Multimeios da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) – Bolsista Fapesp.

Este artigo traça o processo criativo de um universo ficcional inspirado pelos avanços tecnológicos nos campos da telemática, robótica e genética que abalam estruturas sociais tradicionais, esbarram em questões sobre ética, moral e religiosidade. Buscando referências em artistas de vanguarda como o australiano Stelarc, defensor da tese de que o corpo está obsoleto e o brasileiro Eduardo Kak que realiza trabalhos de arte Transgênica. E propõe ainda o desenvolvimento de histórias em quadrinhos eletrônicas (Hqtrônicas), baseadas nesse universo para serem veiculadas na rede Internet explorando as possibilidades da hipermídia. Palavras Chave: Historias em Quadrinhos, Novas Tecnologias, Processos Criativos. Currículo Sucinto: Edgar Silveira Franco é arquiteto pela UnB (Universidade de Brasília) e atualmente faz mestrado em multimeios na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde estuda a transposição da linguagem das HQs para a Internet com o apoio da Fapesp. Como pesquisador das histórias em quadrinhos já teve diversos artigos publicados em revistas e livro e é membro permanente do grupo de trabalho humor e quadrinhos da INTERCOM. Além disso é ilustrador e quadrinhista com dezenas de páginas publicadas em revistas do Brasil e exterior como: Brazilian Heavy Metal, Metal Pesado, "Mephisto"(Alemanha), "Dragon's Breath" (Inglaterra), entre outras. A sua linha de trabalho foi chamada de "Fantasia Filosófica" por um crítico espanhol, pois seus quadrinhos envolvem questões filosóficas e existenciais numa ambientação fantástica. Site de Edgar Franco na Internet: www.geocities.com/ritualart.geo

CD-ROM DEUSAS DE PAPEL Autora: Nádia Senna Mestre em Multimeios/ UNICAMP Profª e Chefe do Depto. de Artes Visuais do Instituto de Letras e Artes da UFPEL Universidade Federal de Pelotas -RS

O CD-ROM Deusas de Papel, acompanha a dissertação de mestrado Deusas de Papel – A trajetória feminina na HQ do ocidente, foi elaborado junto ao Laboratório de Informática do Multimeios e, se pretende um produto lúdico e educativo, voltado ao público juvenil. O projeto Deusas de Papel discute a representação da imagem feminina no século XX, utilizando as personagens das Histórias em Quadrinhos como suporte desta análise. Constitui um Quadro Visual de Referência com as personagens mais significativas produzidas em diferentes períodos e localidades, classificadas a partir dos papéis sociais que desempenham. Desvenda o Universo Feminino estabelecendo relações com a participação feminina nas mudanças sócio-culturais ocorridas no mundo real, apontando os estereótipos artísticos e ideológicos provenientes do imaginário masculino e que determinam a representação segundo diferentes cânones. Palavras Chaves: HQ – Histórias em Quadrinhos, personagens femininas, universo feminino. DEBATEDOR : Gustavo Queiroz de Oliveira-Mestrando em Multimeios-Unicamp.

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Ilustração feita por Renê Dalton
Ilustração feita por Renê Dalton
Ilustração feita por Renê Dalton
Ilustração feita por Renê Dalton