SUBLIMINARES NA TV






Treze dias antes de a publicidade de cigarro ter sido banida das TVs no Brasil, o que ocorreu em 1º de janeiro de 2001, a Souza Cruz aceitou retirar do ar uma campanha do cigarro Free que o Ministério Público de Brasília considerou ilegal porque estimularia crianças e adolescentes a fumar.

Com o acordo, foram canceladas 240 veiculações do comercial. Foi a primeira vez no Brasil que um comercial de cigarros saiu do ar por suspeitas de que era dirigido para adolescentes.

Ao decompor o anúncio quadro a quadro, os psicólogos encontraram o que consideram ser "propaganda subliminar".



Na definição deles, propaganda sublimar é "qualquer estímulo realizado abaixo do limiar da consciência, que produz efeitos na atividade psíquica e mental do indivíduo". As mensagens subliminares são "remetidas automaticamente ao nosso cérebro, em nível involuntário, inconsciente".

Por três décimos de segundo, ou seja, numa fração de tempo imperceptível para os olhos humanos, aparece uma mulher fumando. Logo em seguida, também por três décimos de segundo, aparece outra pessoa fumando.

Se os eventuais efeitos da chamada propaganda sublimar são cada vez mais questionados, a dúvida de Fernandes Neto não é desprezível:

"Por que a Souza Cruz incluiu no comercial imagens que não dá para ver? Certamente, há alguma razão para isso".

A Souza Cruz alega que a responsabilidade sobre o comercial é das diretoras do filme, Daniela Thomas e Carolina Jabor. Daniela, porém, afirma não se lembrar dessa imagem e diz que, se ela existir, teria a função de dar ritmo às imagens.

A Adesf (Associação em Defesa da Saúde do Fumante) acha que o Ministério Público pegou um peixe grande.

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Ilustração feita por Renê Dalton
Ilustração feita por Renê Dalton
Ilustração feita por Renê Dalton
Ilustração feita por Renê Dalton