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A Biomidiologia Subliminar explica o Pânico Pokemon:
Desenho animado causa epilepsia no Japão.

Flávio M. A. Calazans, Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, Livre Docente pela UNESP.

Três eventos marcaram a história dos meios de comunicação do século XX: a transmissão radiofônica de ''Guerra dos Mundos'' por Orson Wells em New York, gerando fugas em massa e pânico; a experiência de Jim Vicary em um cinema de New Jersey enviando mensagens com tecnologia taquicoscópica subliminar e aumentando em 60% a venda de produtos no intervalo e o Pânico Pokemon, Japão, que uniu os fenômenos de ambos os eventos precedentes, terror em massa e tecnologia subliminar-taquicoscópica.


 

Terça-Feira, 16 de dezembro de 1997, 18 horas e 30 minutos em Tóquio, Japão: começa a transmissão do desenho animado ''Pokemon'' ( inspirado no video-game da Nintendo ''Poket Monsters''), o episódio tem por título ''Den no usenshi porigon''( Guerreiro de Computador Porigon) , transmitido em rede por 37 emissoras.

Vinte minutos após o final do episódio, ambulâncias correm pelas ruas recolhendo centenas de crianças, todas com os mesmos sintomas: ataques convulsivos, vômitos, hemorragias, olhos injetados, vertigens, desmaios..lembrando um grave ataque epilético.

Aparentemente, o canhão de raios catódicos da televisão pode vir a ser empregado como um canhão de guerra, não apenas de Guerra Psicológica, mas também de Guerra Psiquiátrica com efeitos fisiológicos.



Quando os telejornais repetiram as cenas do desenho, houve nova onda de internações, confirmando o fenômeno horas depois, na mesma noite.

Embora as agências de notícias tenham sido vagas e contraditórias, graças a meu correspondente no Japão, Consultor em informática e automação industrial-Robótica, José Eduardo Junqueira Tavares, pudemos descobrir o que realmente aconteceu: 729 pessoas foram internadas , na maioria crianças e adolescentes, mas incluindo universitários e donas de casa das idades entre 3 e 57 anos, todos com sintomas de Epilepsia Fotossensível.

Em pesquisa oficial, 12.950 estudantes faltaram às aulas nos dias seguintes ( dados apenas de Tóquio) e um grupo de pediatras e psiquiatras confirma ser o desenho a causa das crises em massa.

Ora, a literatura médica registrou apenas meros 17 casos de epilepsia fotossensível de 1981 a 1997, cerca de um caso por ano, e naquela noite 729 internações em poucas horas na mesma cidade!















Em 1996 a Nintendo lançou o video-game apelidado ''Pokemon'' , vendendo 8 milhões de cópias, com um mercado de 2 milhões de cds musicais vendidos, revistas de histórias em quadrinhos, 300 milhões de cards-figurinhas, bonequinhos, etc.. em uma fatia de mercado de 500 bilhões de yenes por ano.

Nesta semana antecedendo as esperadas vendas ''record'' do natal de 1996, o ''Pânico Pokemon'' derruba em 4,1% as ações da Nintendo na Bolsa de Valores de Tóquio, é fácil compreender a desinformação e censura às agências de notícias em cujos jornais, revistas e Tvs a Nintendo paga anúncios de seus produtos.

Tudo começou com tecnicas hipnóticas para aumentar a identificação do telespectador, uma tecnica que os desenhistas de animação nipônicos conhecem como ''Shigueki'', termo que designa um forte estímulo visual que prende a atenção; uma subdivisão desta técnica é chamado ''Paka-Paka'', o pisca-pisca, luzes de determinadas cores piscando em velocidade taquicoscópica-subliminar, mais veloz que uma lâmpada de estroboscópio de dançeterias.

Quanto mais rápido as luzes piscam, maior a emoção , na Inglaterra é proibido por lei piscar luzes na TV mais rápido que 3 vezes por segundo; no Japão a cada episódio experimentavam luzes mais rápidas, ativando a glândula Pineal e liberando Melatonina que realiza a síntese do neurotransmissor Serotonina, quebrando cadeias de alcalóides do sangue.

Na noite do dia 16, o monstrinho roedor amarelo ''Pikachu'' piscou suas bochechas 54 vezes em cinco segundos.

Aplicando-se minha fórmula de mensuração de subliminares, o dividendo quantidade de informação emitida (54 imagens) e o divisor tempo de exposição à mensagem ( 5 segundos), obtem-se o quociente de 10.8 imagens por segundo, ritmo taquicoscópico subliminar ( confirme no meu livro ''Propaganda Subliminar Multimídia'', quinta edição, editora Summus, página 30).

Estas mais de dez imagens por segundo ocasionam um efeito que a MIDIOLOGIA SUBLIMINAR denomina ''clutter'' , saturação, overdose, hipertelia, um processo cujo resultado foi a ''Epilepsia Televisiva'' conforme o psiquiatra Yukio Fukuyama, uma nova doença epidêmica ocasionada em massa via satélite pelo sinal da televisão.

As cores em sequência piscadas: Vermelho, branco e azul, nesta velocidade , causam o curto-circuito epilético, pois o vermelho ( 760 nanômetros) ondas longas, acelera batimento cardíaco e eleva a pressão sangüínea, libera adrenalina; o azul (450 nanômetros) ondas curtas, reduz a pressão sistólica , acalma e relaxa, este dilema subliminar de mensagens com efeitos opostos gera o efeito epilético chegando a alterar a química do sangue, um sinal subliminar que é uma agressão física aos órgãos sensoriais.

Outros desenhos animados empregam a tecnologia subliminar ''Paka-Paka'' , Sazae-San e até mesmo Doraemon, entre outros, abusam de recursos computadorizados similares.

Como o estímulo subliminar incide binocularmente, tapando um olho com a mão pode-se bloquear o sinal, evitando, assim , o ataque epilético, única forma de auto-defesa ao pisca-pisca subliminar cromático.

Porém, em novas tecnologias de imersão como a Realidade Virtual, como tirar os óculos ou bloquear o sinal a tempo? Ele ocorre em momentos de climax emocional e atenção focada ao extremo.

Pokemon, pioneiro histórico nestas tecnologias taquicoscópicas cromáticas, estréia nos USA em 1998 com grande sucesso.

Em 1999 , fevereiro, a rede de televisão Record comprou os desenhos e ia pôr no ar no programa infantil ''Eliana'', ... mas como eu tinha apresentado minha pesquisa sobre Pokemon no Congresso Lapic da USP em 1998, fui entrevistado pela jornalista Mariana Castro , saindo na Revista CONTIGO da editora Abril, 2 de março de 1999, página 42, em reportagem-denúncia que consegue adiar a estréia, ao que somou-se outra entrevista minha ao jornal ESTADO DE SÃO PAULO de domingo, 14 de março de 1999, o adiamento desta estréia foi uma vitória histórica da cidadania no Brasil.

No Brasil, a Pokemania começou a ser discutida dentro das Universidades em Congressos por meio de meus "papers":- "impressionado com o fenômeno, um pesquisador brasileiro resolveu se debruçar sobre o assunto reunindo o maior número de informações. Quando a TV Record anunciou a compra de um pacote de 43 episódios da série para exibição no Brasil, a partir de abril deste ano, saiu uma matéria na mídia, onde o doutor em comunicação pela USP, Flávio Calazans falava dos efeitos do desenho nas crianças japonesas. A notícia acabou gerando o adiamento da estréia nas telas do país" (http://fabiosouza.tripod.com/epilepsia.htm capturado em 13 de agosto de 2002).

A jornalista Mariana Castro entrevistou-me sobre esta pesquisa de BIOMIDIOLOGIA SUBLIMINAR , sendo publicada na Revista Contigo, da Editora Abril, de 2 de março de 1999, matéria de página inteira -página número 42, uma semana antes da estréia.

A repercussão das denúncias na Contigo leva a Rede Record a adiar a estréia, e este fato inédito na Televisão brasileira leva o Jornal Estado de São Paulo a entrevistar-me em matéria do caderno de TV de Domingo, 14 de março de 1999, aquecendo mais os debates e retardando a estréia apenas para 10 de Maio de 1999 .

Ainda em julho, a revista eletrônica MUNDI (http://mundi.zaz.com.br/ciencia) de 24 de julho de 1999 publica artigo meu sobre Pokemon, e a seguir a jornalista Leila Cunha entrevista-me e publica matéria sobre Pokemon também na Internet, no CADÊ: http://aqui.cade.com.br/ em 19 de novembro de 1999, segundo a qual :

"Em estudo publicado este ano nos Anais de Neurologia, o dr. Shozo Tobimatsu, do Departamento de Neurologia Clínica da Universidade de Kyushu, em Fukukoa, Japão, confirmou a hipótese levantada por Calazans dois anos antes: os ataques foram provocados em crianças que nunca tinham tido ataques epiléticos" .

A pesquisa citada foi publicada no "Annals of Neurology vol 45 n.6 june 1999" realizada sob patrocínio do Governo Japonês, e prova documentando com EEG (Eletro-Encéfalo-Grama) de 4 pacientes vítimas do evento original que um efeito pisca-pisca luminoso de branco, preto e cinza não obtém efeito fisiológico tão violento quanto o que emprega aquelas cores; neste "paper" foi registrada oficialmente, frente à comunidade científica internacional, mais uma nova doença, batizada pela equipe como "Epilepsia Sensitiva Cromática", outra contribuição à area da saúde desencadeada por Pokemon.

Esta página sobre Pokemon que reproduz o pisca mais lentamente e explica o caso, segundo a Midiologia Subliminar, e em um ano, cinco meses e cinco dias esta página obteve cerca de um milhão de visitas (http://www.calazans.ppg.br/c_pok.htm ) em fevereiro de 2000.

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